quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não somos educados para lidar com o FRACASSO

O fracasso, a falha, o erro são coisas que soam tão negativas que se prefere não olhar ou não pensar nestas coisas. É quase como se fossem "aqueles que não devem ser nomeados".
 
Então, também para os "evitar" (embora isso não seja possível),  paira no ar a frase "tudo vai dar certo!". Uma ideia que tranquiliza, mas que também pode enganar. Nem tudo vai dar totalmente certo (exatamente do jeito que imaginos) e isso é praticamente um fato pra todo mundo.
 
Ao ler isso, você pode se perguntar "nossa, o que será que aconteceu com a Ana? Por que ela está tão pessimista neste post?!". A resposta é: está tudo bem, caro leitor. Obrigada pela preocupação!
 
Brincadeiras à parte, é interessante notar que só o fato de mencionar as possibilidades de TUDO não dar certo já causa um certo pavor, já é algo visto como um prenúncio da catástrofe. Isso porque não fomos educados para lidar com o fracasso.
 
Afinal, é natural que não saibamos tudo, que exista o erro, que não consigamos dar conta de tudo; aliás, isso é a coisa mais natural que existe, tanto quanto o fato de respirarmos diariamente. O problema, então, não é fracassar, mas é o que achamos disso.
 
Parece-me que foi construído um mito sobre o fracaso que fez com que aumentássemos o valor que ele, de fato, tem e, a partir disso, criássemos uma escala de valores baseada na sua ausência ou na sua presença ("Se você dá conta de tudo, você é competente, capaz; se erra, é fracassado; se não sabe lidar com um imprevisto, é derrotado"). Aff... acha exigência nessa vida!
 
Então, ao invés de tentar evitar o inevitável (o erro), que tal começar a olhar isso de outra maneira? O primeiro passo é tirar o peso que isso tem: até a mais competente das pessoas, falha (embora pareça que não) em alguma coisa em algum momento. Um exemplo de como deixar as coisas mais tranquilas está aqui.
 
Nos posts seguintes, vou sugerir outras maneiras mais leves, produtivas e realistas de lidar com esse fato que vai conviver conosco pra sempre. Aí, como sempre, a escolha é sua: você pode manter seu jeito de olhar o fracasso ou pode adaptá-lo, se isso o ajudar mais. 
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Não discuta a relação

O post de hoje serve para dar a indicação de um livro que fala sobre relacionamento afetivo de uma maneira diferente e, embora não seja explicitamente de Terapia Cognitiva, parece que é.
 
Ele fala sobre algumas vulnerabilidades dos homens e das mulheres e, ao percebê-las e compreendê-las melhor, podemos adaptar nosso jeito de ser para que o relacionamento tenha mais leveza, tranquilidade e conexão.
 
Por exemplo, ele ensina (de uma maneira bem clara, com vários exemplos), como o calcanhar de Aquiles das mulheres tende a ser a ideia de que não são amadas e, dos homens, a ideia de que não são bons o suficiente ou não desempenham seu papel do jeito que deveriam (uma ideia mais ligada ao sentimento de menos valia ou de inadequação, do que de rejeição).
 
Para as pessoas que pensam que conversas (as famosas "DR"s) são a única maneira de consertar o que não está lá tão bem, esse livro pode ensinar um novo jeito de harmonizar as coisas.
 
Vale a pena dar uma olhada.
 
Pode parecer só um livro de autoajuda qualquer, mas não se renda às aparências!
Ele pode te ajudar a ver as coisas de um jeito bem mais produtivo.
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Felicidade: dá para ter?

Nascemos para sermos felizes (essa hipótese é minha, e pensar assim me faz bem).

Então, por que muitos de nós não conseguem este bem tão almejado?

É difícil, num post tão pequeno, explicar com riqueza de detalhes a(s) razão(ões), mas o que dá pra fazer é levantar hipóteses. Então, vamos lá:

- uma da razões da infelicidade pode ser olhar apenas para o que não se tem
- outra razão: desvalorizar o que se tem
- achar que a grama do vizinho é sempre mais verde (a mania de comparação ou comparacite pode contribuir - e muito)
- se colocar metas extremamente altas (tão altas que chegam a ser impossíveis, embora, às vezes, venham com uma maquiagem para disfarçar = "se eu me colocar metas mais baixas, não vou me sentir motivado"; aí, pensando desse jeito, a meta vai lá para o céu. Resultado: meta impossível = nenhuma realização = baixa autoestima = infelicidade)
- não construir nada achando que, no futuro, as coisas vão ser melhores (aí, você senta e espera este futuro cair no seu colo...) ou, então, ter excesso de iniciativa e falta de acabativa
- não se valorizar (leia-se: não reconhecer seus pontos fortes, suas habilidades, suas conquistas, o que é diferente de se vangloriar para os outros)
- não se cuidar (aqui vale tudo: não cuidar do corpo, da higiene, das roupas, da saúde, da cabeça)
- se isolar (da convivência com os amigos, família e outras pessoas importantes)
- descuidar da vida financeira
- parar de fazer o que gosta e/ou não ter lazer
- trabalhar no que não suporta
- conviver com pessoas muito críticas (e aceitar as críticas, sem questioná-las o que, aliás, pode ser feito apenas para você)
Entre outras tantas razões...

O objetivo desta lista é poder identificar pontos a serem melhorados para que você seja mais feliz. Mas é preciso ressaltar: ter como meta ser feliz o tempo todo pode não ser algo realista. Agora, pensar que podemos ser um pouco mais felizes do que somos agora (e que, depois de identificar o problema, podemos pensar no que queremos e fazer algo a respeito disso), aí sim, acho que dá pra fazer.

Ana Carolina Diethelm Kley
anacdkley@hotmail.com
Para me adicionar no Facebook: Ana Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley



quarta-feira, 27 de março de 2013

Tudo ou nada: você sofre com esse tipo de pensamento?

O primeiro sinal é uma variação brusca no seu humor: de repente, você pode se sentir muito triste e desanimado, sem nada ter especialmente acontecido ao seu redor.

A mudança, neste caso, pode ter sido interna e, mais especificamente, referir-se ao que acabou de passar pela sua cabeça.

Eu entendo que possa ser difícil identificar seus pensamentos mas, para facilitar, darei alguns exemplos do tipo tudo ou nada:

* No trabalho:
"Ou eu faço o melhor relatório que já se fez sobre o assunto, ou não tenho nada a contribuir"
"Ou eu sou o melhor chefe que este setor já teve, ou não sirvo pra nada"
"Ou eu ofereço as soluções mais criativas para este problema, ou não poderei ajudar em nada"

* Na vida afetiva:
" Se as pessoas fizerem 'loucuras' por mim, então, isso que dizer que eu tenho valor para elas. Se, por outro lado, elas só me derem atenção 'quando der', não se importam comigo"
"Se ele(a) me der a atenção que eu quero, os presentes e elogios que eu mereço todos os dias, aí sim, ele(a) gosta de mim. Se me oferecer menos, não se interessa por mim."

* Na vida pessoal:
"Ou eu consigo dar conta de tudo (trabalho, família, casa, amigos) muito bem e sempre, ou sou uma fracassada."
"Ou eu faço a minha dieta bem direitinho e exercício físico todos os dias, ou nada do que eu fizer (menos que isso) vai adiantar alguma coisa

Pensamentos do tipo tudo ou nada são capazes de fazer você sentir "a pessoa especial", amada ou competente por alguns segundos ou em determinadas situações (muito raras), e o preço a ser pago é se sentir insuficiente na outra parte do tempo (ou seja, quase sempre) e desqualificar tudo o que existe de bom.

Será que não existe valor em algo intermediário? Tem sim. Afinal, qualquer esforço ou demonstração é melhor que nada, qualquer ajuda já contribui e se você der conta do que tem pra hoje (e não de todo o projeto), já terá dado mais um passo. Todo resultado é a soma de vários passos, valorize o passo de hoje e haverá  motivação para o de amanhã. Ou continue com o tudo ou nada e não construa coisa alguma. A escolha é sua.

Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Facebook: Ana Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley

quarta-feira, 20 de março de 2013

Relacionamento: a diferença entre gostar e fazer bem

Gostar é um ingrediente muito importante em se tratando de relacionamentos amorosos. Mas não é o mais importante. Pois, embora ele ajude a alimentar a relação e a lidar com os pontos fracos do outro, sozinho, não sustenta relação alguma. Não boas relações, pelo menos.
 
É preciso mais. É preciso respeito, companheirismo, dedicação mútua, cumplicidade, carinho, admiração, diálogo, flexibilidade. Mas você pode ler tudo isso e me dizer "mas, Ana, tem um monte de namoros, noivados e casamentos que não tem nem metade disso e continuam existindo!".
 
E eu tenho que admitir que é verdade. Eles existem, mas a que custo?
 
Esses outros ingredientes aparecem em relações que tem um algo a mais, naquelas que  ajudam  quem a compõe, que os fortalecem e engrandecem. E essa é a diferença: não basta gostar, é preciso que o relacionamento faça bem aos envolvidos.
 
Se não te faz bem, pra que continuar? Por que gosta? E gosta de quem?
 
Ao pesar as vantagens e desvantagens de continuar num relacionamento (e de abrir mão dele), o amor deve contar (lógico!), mas tenha cuidado para não se basear apenas nisso. Pois, no dia a dia, o amor ao outro (e a si próprio) só se sustenta (e não vira rancor), se você cuidar, com atenção e persistência, dos itens que descrevi acima.
 
Mas, para que isso possa acontecer, talvez seja necessário se questionar: só gostar é o suficiente pra você? Ou você também quer alguém que te faça bem? Saber o que você quer para sua vida afetiva (e o que você merece) pode ajudar a decidir se vale a pena ficar com o que se tem ou abrir mão.
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Facebook: Ana Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley

quarta-feira, 6 de março de 2013

Preocupações com o futuro

Caso se preocupe muito com seu futuro, este post é pra você.
 
Pensar no que você quer para sua vida, seu trabalho, seu relacionamento, sua saúde é algo muito bom, recomendável para quem quer direcionar seu caminho e construir a própria história.
 
Mas é preciso prestar atenção em um detalhe: se preocupar com o futuro não é o mesmo que construir o futuro.
 
Digo isso porque muita gente se preocupa muito com o pode vir a acontecer achando que, ao fazer só isso, já está, de alguma maneira, contribuindo com o que virá a seguir. E isso é uma pegadinha!
 
Apenas pensar no futuro e se preocupar com a possibilidade das coisas darem errado, ou ficar tentando prever o que de pior pode acontecer (para se precaver, sem nada fazer de fato), é uma das maneiras mais certeiras de não plantar nada e, portanto, de colher na mesma medida. Eu até entendo que dê a impressão de que algo está sendo feito, afinal, se preocupar excessivamente dá trabalho (mental), mas acaba não produzindo muito coisa.
 
Então, preste atenção aos seus hábitos e perceba se, além de se preocupar, você também parte para a ação, pois é só dessa maneira que conseguimos, de fato, obter os resultados que nos ajudarão a gradualmente moldar nossa vida.
 
Então, fica a dica: pensar no futuro é bom, planejar-se é ótimo, colocar a mão na massa é essencial.
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Facebook: Ana Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Insegurança: duvide dos seus pensamentos, não de você

A insegurança parece ser um mau da humanidade. Todo mundo, uma hora ou outra, sente isso. Mas, será que estamos falando da mesma coisa?
 
A insegurança à qual me refiro, neste post, tem a ver com a ideia de que você pode não dar conta de alguma tarefa ou desafio. Além disso, ela costuma aparecer quando você se encontra diante de uma oportunidade de crescimento ou uma mudança qualquer. E, aí, dá uma vontade muito grande de fugir da situação ou deixá-la pra depois.
 
Pronto, este é o retrato da insegurança ligada à ideia de que não se é capaz ou competente o suficiente.
 
E perceba se este tipo de ideia aparece hoje aqui, amanhã com outro assunto e, daqui duas semanas, dá as caras de novo, só que dessa vez ligada a uma terceira situação. Se assim for, pode ser que você tenha a tendência a ser inseguro e a duvidar das suas capacidades (é como se fosse um vício mental).
 
Se este for o caso, saiba que isso pode ser tratado e que você pode se sentir mais seguro, caso esteja disposto a olhar para seus pensamentos e a duvidar deles (e não de você), como você pode ver neste exemplo.
 
Sentir-se melhor e confiar mais nas suas capacidades é um processo que pode começar duvidando de pensamentos negativos, investindo em quaisquer ações nas quais você sinta prazer e tenha, também, a sensação de domínio e, além disso, colocando tempo e atenção em tarefas que o ajudem a desenvolver suas habilidades. Tudo isso é muito diferente de ficar focado apenas no pensamento que causa ansiedade e paralisia, não é?
 
Então, se o processo é diferente, o resultado deve ser também... vale a pena tentar.
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Facebook: Ana Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley
 
Related Posts with Thumbnails